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OBRAS & CONSTRUÇÃO XXI: Construir casas novas - custo desacelera subida para 3,7% em Janeiro...

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A construção de casas novas em Portugal continua a ficar mais cara, tendo o custo subido 3,7% em Janeiro de 2026 face ao mesmo mês do ano passado. Mas o Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que a despesa associada à construção de novas habitações desacelerou ligeiramente face ao mês anterior quer por via dos preços dos materiais, quer por via do custo da mão de obra.  “Em Janeiro de 2026, a variação homóloga do Índice de Custos de Construção de Habitação Nova (ICCHN) situou-se em 3,7%, taxa inferior em 0,2 p.p. [pontos percentuais] face à observada em Dezembro de 2025”, revela o INE no boletim divulgado esta Segunda-feira, dia 9 de Março. Esta desaceleração do custo de construção de casas novas é explicada pelo abrandamento do aumento das duas principais componentes: Preços dos materiais: apresentaram uma variação de 0,8% (1,0% no mês anterior). Estes preços contribuíram 0,4 p.p. para a formação do custo total; Custo da mão de obra: aumentou 7,2% (0,2 p.p. inferior a De...

OBRAS & CONSTRUÇÃO XXI: Porque ficaram 41 mil casas por construir nos últimos dois anos?

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Entre 2024 e 2025 deram entrada nas autarquias portuguesas pedidos de licenciamento para 114.050 novos fogos de habitação, mas apenas 64% desse total avançou para construção, deixando mais de 41 mil habitações potenciais em suspenso, segundo dados da Confidencial Imobiliário. De acordo com a análise, 72.800 fogos foram efectivamente licenciados e iniciaram obra, enquanto 36% da oferta projectada – cerca de 41.270 habitações – não passou da fase de pedido de licenciamento, ficando fora do pipeline de construção no período analisado. Projectos por concretizar mais do que duplicam O volume de habitação que não chegou a avançar para obra mais do que duplicou face ao biénio anterior. Entre 2022 e 2023, tinham ficado em suspenso 18.300 fogos, menos de metade do registado nos dois anos seguintes. Apesar do aumento expressivo do número absoluto de projectos não concretizados, a proporção dentro do pipeline era então mais reduzida: nesse período, 23% dos projectos ficaram por concretizar, enqua...

OBRAS & CONSTRUÇÃO XXI: Portugueses e proprietários são os que mais investem em remodelações...

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O cliente nacional e proprietário de habitação própria foram os que mais investiram em obras de remodelação durante o ano passado, motivados, sobretudo, pela procura de um maior conforto no lar. Esta é uma das conclusões do estudo interno da MELOM e Querido Mudei a Casa Obras (QMACO). De acordo com a análise realizada, os portugueses e proprietários corresponderam a 83,3% dos clientes de serviços de remodelações, seguindo-se os investidores para arrendamento e as empresas e comércio que representaram, ambos, 27,8% dos clientes. As famílias jovens correspondem a 22,2%, enquanto os clientes com mais de 50 anos apenas representaram 11,1%. No que respeita aos valores investidos, os dados demonstram um mercado dinâmico, mas mais racional, com a faixa de investimento mais comum (33,3%) a situar-se entre 30.000 e 50.000 euros. Seguem-se as faixas entre 5.000 e 15.000 euros e entre 15.000 e 30.000 euros (ambas com 22,2%). Os investimentos superiores a 50.000 euros apenas correspondem a 16,7%, ...

OBRAS & CONSTRUÇÃO XXI: Usar papel de alumínio nos puxadores? Vale a pena e revelamos porquê...

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À primeira vista, pode parecer estranho: colocar papel de alumínio enrolado num puxador de porta. Mas a verdade, é que este pequeno truque doméstico está a ganhar popularidade (e não é por acaso). Em determinadas situações, pode poupar-lhe tempo, evitar danos e até tornar o seu dia mais simples. Se nunca experimentou, talvez mude de ideias depois de perceber porquê. Porque colocar papel de alumínio no puxador? Colocar papel de alumínio no puxador da porta serve para: Protecção durante pinturas: Se está a pintar portas, paredes ou a aplicar verniz ou laca, proteger o puxador evita que a tinta adira ao metal. É uma solução simples e rápida que lhe poupa tempo na limpeza posterior. Manter o puxador limpo: O alumínio funciona como uma barreira temporária contra gordura, pó e dedadas. É especialmente prático em portas muito utilizadas, como: * Cozinha; *  Casa de banho; *  Porta de entrada. Prevenir riscos e amolgadelas: Durante mudanças, obras ou ao mover móveis grandes, os puxado...

OBRAS & CONSTRUÇÃO XXI: Obras em casa - como aproveitar um pé-direito alto?

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O pé-direito alto já foi um detalhe arquitectónico associado a edifícios antigos, palacetes urbanos ou apartamentos de traça clássica. Hoje, num mercado onde cada metro quadrado conta, a altura das divisões passou a ser um recurso valioso, capaz de transformar a forma como se vive e se percebe um espaço. Aproveitar um pé-direito alto é uma oportunidade para ganhar área útil, melhorar a luz natural, criar novas funções e valorizar significativamente o imóvel. Mas fazê-lo bem exige projecto, sensibilidade arquitectónica e decisões conscientes sobre o que vale a pena construir. Mezaninos: ganhar área sem aumentar a pegada Uma das soluções mais óbvias e eficazes para aproveitar um pé-direito alto é a criação de um mezanino. Esta estrutura intermédia permite duplicar parcialmente a área útil sem alterar a implantação da casa. Mezaninos funcionam particularmente bem em salas, estúdios, antigos armazéns convertidos ou apartamentos de traça antiga. Podem acolher quartos, escritórios, bibliotec...

OBRAS & CONSTRUÇÃO XXI: Produção na construção estável na UE – mas recua em Portugal...

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A produção na construção manteve-se estável na zona euro e na União Europeia (UE) em 2025, face ao ano anterior, segundo dados na passada Quinta-feira, dia 19 de Fevereiro, publicados pelo Eurostat. Já em Portugal a actividade da construção desceu 1,9% em Dezembro de 2025 face ao período homólogo. De acordo com o boletim divulgado, em Dezembro, face ao mesmo mês do ano anterior, a produção na construção recuou 0,9% na área do euro e manteve-se estável, no conjunto dos 27 Estados-membros. Na comparação em cadeia - com Novembro –, o indicador avançou 0,9% na zona euro e 1,2% na UE. Entre os 20 Estados-membros para os quais há dados disponíveis, os maiores recuos homólogos foram observados na Áustria (-12,3%), Bélgica (-4,3%) e Espanha (-3,9%), com a Eslováquia (11,6%), Eslovénia (10,2%) e Finlândia (6,6%). Já na variação em cadeia, os principais avanços registaram-se na Hungria (6,6%), Polónia (5,1%) e Eslováquia (4,0%) e as maiores quebras na Áustria (-9,25), na Eslovénia (-3,2%) e Bulg...

OBRAS & CONSTRUÇÃO XXI: Obras em casa - quais os materiais resistentes à humidade?

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A humidade é um dos problemas mais comuns, e mais persistentes, nas casas portuguesas. Aparece em paredes, tectos, pavimentos e mobiliário, muitas vezes de forma silenciosa, até se tornar impossível de ignorar. Manchas, bolor, tinta a descascar ou um cheiro constante a mofo são apenas os sinais mais visíveis de um problema que, quando não tratado correctamente, compromete o conforto, a salubridade da casa e o próprio valor do imóvel. Quando chega a altura de fazer obras, escolher materiais resistentes à humidade deixa de ser uma opção estética e passa a ser uma decisão estrutural. Não basta “aguentar água”: os materiais têm de permitir a respiração das paredes, resistir ao uso diário e manter o seu aspecto ao longo do tempo. Saber quais escolher, e onde aplicá-los, é essencial para evitar soluções temporárias que acabam por sair caras. A humidade exige escolhas diferentes Nem todas as casas enfrentam a humidade da mesma forma. Em apartamentos, surge muitas vezes associada à condensação...