OBRAS & CONSTRUÇÃO XXI: Construção cresce 4,4% em 2026
O sector da construção deverá registar um crescimento médio de 4,4% em 2026, superando o ritmo de expansão da economia portuguesa, segundo projecções divulgadas pela AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas. Este desempenho deverá elevar o Valor Bruto da Produção (VBP) do sector para cerca de 25.500 milhões de euros, reflectindo o peso do investimento público e a consolidação da carteira de obras em execução.
De acordo com a associação, a economia portuguesa deverá ter registado um crescimento de 1,9% em 2025, claramente acima dos 0,8% estimados para a Zona Euro. Este resultado foi sustentado pelo consumo privado, pelo investimento público e pela resiliência do mercado de trabalho, num contexto de desaceleração da inflação e de melhoria gradual das condições financeiras.
Neste enquadramento, o sector da construção assumiu um papel central na dinâmica económica de 2025, em particular na execução dos fundos europeus, com destaque para o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O segmento da engenharia civil destacou-se como principal motor de crescimento, com um aumento estimado de 5,5% do VBP, suportado por um volume historicamente elevado de contratos celebrados, que atingiram 7.186 milhões de euros até Novembro.
A edificação habitacional deverá ter encerrado 2025 com um crescimento próximo dos 4% do VBP, reflectindo o reforço da procura e a retoma gradual da produção. Já no segmento dos edifícios não residenciais, a evolução foi mais moderada, com um crescimento estimado de cerca de 1%, num contexto de menor dinamismo do investimento privado.
No conjunto dos vários segmentos, o sector da construção deverá ter registado um crescimento global de 4,1% do VBP em 2025, confirmando a sua relevância económica e o seu papel no suporte à actividade económica e aos investimentos em curso.
Para 2026, a AICCOPN antecipa um enquadramento macroeconómico mais favorável, com o PIB a acelerar para 2,2% e o investimento público a atingir 3,8% do PIB. Este contexto deverá tornar 2026 um ano determinante para as empresas do sector da construção e do imobiliário, marcado por uma forte intensidade de execução dos projectos do PRR e pelo reforço do investimento em habitação.
No domínio da edificação habitacional, projecta-se a consolidação de um desempenho sólido, com o VBP a crescer entre 3,2% e 5,6%. Esta evolução é sustentada pelo dinamismo do licenciamento observado em 2025, com um aumento de 6,3% no número de licenças emitidas e de 22,2% no número de fogos licenciados para construções novas até Outubro, bem como pela estabilização das taxas directoras do Banco Central Europeu, que deverá continuar a assegurar condições de financiamento favoráveis.
O segmento dos edifícios não residenciais deverá apresentar uma progressão mais contida, entre 1% e 3%, reflectindo a estagnação do investimento privado num contexto ainda marcado por incerteza económica, parcialmente compensada pelo reforço do investimento público.
Já a engenharia civil deverá manter-se como o principal motor de crescimento sectorial em 2026, com um aumento projectado do VBP entre 4,3% e 6,7%. Esta evolução assenta na carteira de obras acumulada em 2025, impulsionada pelo elevado volume de concursos de empreitadas de obras públicas lançados no âmbito do PRR e do Portugal 2030. Até Novembro de 2025, estes concursos totalizaram 9.668 milhões de euros, correspondendo a um crescimento homólogo de 28%, sustentando a dinâmica projectada para o próximo ano.
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