OBRAS & CONSTRUÇÃO XXI: Humidade e infiltrações em casa afetam cada vez mais portugueses
Há mais famílias em Portugal a conseguir aquecer a casa no Inverno e arrefecê-la durante o Verão. E também há mais pessoas com capacidade financeira para pagar contas relacionadas com a habitação. Mas nem todos os indicadores de pobreza energética analisados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) trazem boas notícias. Isto porque há cada vez mais famílias a viver em casas onde há humidade nas paredes ou infiltrações no tecto.
Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, levado a cabo pelo INE, permitem tirar conclusões a cerca das condições energéticas das habitações. E há um dado que salta à vista. “A proporção de população que refere viver em alojamentos em que o tecto deixa passar água ou existe humidade nas paredes ou apodrecimento das janelas ou soalho apresenta um agravamento nos últimos três anos, o que se verifica também para o subconjunto da população em risco de pobreza”, lê-se no boletim.
Em 2025, quase um terço da população disse mesmo viver em casas com humidade e infiltrações (32,1%), revelando um aumento de 1,2 pontos percentuais (p.p.) face ao ano anterior. Esta situação foi reportada por 41,8% da população que vive em risco de pobreza (+1,4 p.p. face a 2024). Estes dados sugerem que faltará capacidade financeira aos agregados para fazer obras de remodelação (melhorar isolamento, trocar janelas, portas e telhado).


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