OBRAS & CONSTRUÇÃO XXI: Estão as habitações preparadas para a Depressão Ingrid?
A Soprema alerta para os impactos da Depressão Ingrid, que tem vindo a afectar Portugal continental com períodos prolongados de precipitação intensa, descidas acentuadas de temperatura e episódios de vento forte.
Em comunicado salienta-se que este fenómeno meteorológico extremo pode provocar situações de cheias, inundações urbanas e um agravamento do desconforto térmico nas habitações, trazendo novamente para o centro do debate a capacidade de o parque edificado responder a uma nova realidade climática marcada por eventos cada vez mais severos.
A precipitação persistente e, muitas vezes, concentrada em curtos períodos de tempo, coloca uma pressão significativa sobre as coberturas, fachadas e sistemas de drenagem. Impermeabilizações degradadas ou inadequadas tornam-se rapidamente pontos críticos de infiltração de água, comprometendo o isolamento térmico, dando origem a humidades, bolores, condensações, degradação estrutural e perdas de valor do edificado. A impermeabilização das coberturas assume, assim, um papel determinante como primeira linha de defesa dos edifícios, protegendo pessoas, património e investimentos.
O documento avança também que os episódios de cheias e inundações associados à Depressão Ingrid evidenciam também a necessidade de repensar a gestão da água da chuva nas cidades. Soluções como as coberturas verdes permitem reter e atrasar o escoamento da água, reduzindo a sobrecarga dos sistemas de drenagem urbana e contribuindo para mitigar inundações. Para além disso, estas soluções aumentam a durabilidade das impermeabilizações, melhoram o comportamento térmico dos edifícios e contribuem para uma construção mais sustentável e resiliente.
A descida das temperaturas expõe outra fragilidade comum no edificado: a falta de isolamento térmico eficaz. Edifícios mal isolados exigem maior consumo de energia para aquecimento, traduzindo-se em gastos financeiros elevados, desconforto térmico e menor eficiência energética. Investir em soluções de isolamento adequadas é hoje essencial para reduzir custos, melhorar o desempenho energético e responder às exigências climáticas actuais.
Segundo Miguel Maia, director técnico da Soprema, “fenómenos como a Depressão Ingrid demonstram que estes eventos deixaram de ser excepcionais. A correcta identificação dos riscos, chuvas intensas, inundações e frio, e a aplicação de soluções técnicas adequadas são fundamentais para aumentar a resiliência dos edifícios e reduzir custos a médio e longo prazo”.
Recorde-se que a Soprema posiciona-se como um parceiro técnico na identificação e resolução destes desafios, através de soluções integradas de impermeabilização, coberturas verdes e isolamento térmico, contribuindo para edifícios mais seguros, eficientes e preparados para fenómenos meteorológicos extremos. Num contexto de alterações climáticas cada vez mais evidentes, antecipar o problema e investir em soluções de qualidade é um passo decisivo para proteger o futuro do edificado em Portugal.
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